Dor aguda e dor crônica: o que seu paciente sente?

Hoje vamos falar sobre a diferença entre dor aguda e crônica.




Por exemplo: chega um paciente no seu consultório com uma semana de dor cervical ou um ano e meio de dor lombar irradiada para as pernas. Deve ser tratado da mesma forma?


Qual a diferença?

Sem falar sobre diagnóstico ou tratamento específico, a diferença é relativamente simples.


Existe um conceito antigo de que a dor aguda é aquela que dura menos de três meses, e um mais moderno, baseado na fisiopatologia, de que a dor dura o tempo esperado para a resolução do quadro que levou à dor.

A dor crônica é justamente o oposto, dura mais de três meses ou que se estende além do tempo esperado para a resolução de uma lesão qualquer. Por exemplo: a dor aguda tem uma função evolutiva. Se você sofre uma lesão aguda, vai tirar aquela parte do corpo que está em contato com o objeto que causou dor, e isso é um reflexo protetor que a gente adquiriu com a evolução.

Já a dor crônica, acredita-se que ela não tenha uma função protetora como a aguda. Os mecanismos de retroalimentação da dor fazem com que haja um ciclo vicioso, ou seja, cada vez que você sente um estímulo doloroso, você vai aumentar sua capacidade de sentir um novo estímulo. Isso, hoje em dia, é tratado de forma bem diferente da dor aguda. Para dor aguda, normalmente, usa-se analgésicos e para a dor crônica existe uma tendência muito grande de indicar adjuvantes.

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